{"id":184,"date":"2023-10-30T04:38:31","date_gmt":"2023-10-30T04:38:31","guid":{"rendered":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/?p=184"},"modified":"2023-10-30T17:21:55","modified_gmt":"2023-10-30T17:21:55","slug":"184","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/2023\/10\/30\/184\/","title":{"rendered":"Como vivem e morrem os animais explorados pelos\u00a0humanos?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-group is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p>Luciano Carlos Cunha<a id=\"_ednref1\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn1\">[1]<\/a><\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-184-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/ep01-comprimido.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/ep01-comprimido.mp3\">https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/ep01-comprimido.mp3<\/a><\/audio>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-188\" src=\"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pig-4828034_1920-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"724\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pig-4828034_1920-300x199.jpg 300w, https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pig-4828034_1920-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pig-4828034_1920-768x509.jpg 768w, https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pig-4828034_1920-1536x1018.jpg 1536w, https:\/\/observatorioantiespecista.com\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/pig-4828034_1920.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 724px) 100vw, 724px\" \/><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 1.2em;\">A explora\u00e7\u00e3o animal<\/strong><\/p>\n<div class=\"entry-content wp-block-post-content is-layout-constrained wp-block-post-content-is-layout-constrained\">\n<p>Os animais n\u00e3o humanos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-animal-introducao\/\">s\u00e3o explorados e mortos pelos humanos<\/a>\u00a0todos os dias para as mais diversas finalidades. S\u00e3o usados como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/animais-usados-alimentacao-introducao\/\">alimento<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/animais-usados-vestuario\/\">vestu\u00e1rio<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/experimentacao-animais\">modelo de testes<\/a>, para\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/animais-usados-entretenimento\">entretenimento<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-animal\/animais-mantidos-companhia-lazer-introducao\/\">lazer<\/a>\u00a0e como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-animal\/animais-usados-como-trabalhadores-e-ferramentas\/\">trabalhadores ou ferramentas<\/a>.<\/p>\n<p>A forma de explora\u00e7\u00e3o que mais mata animais \u00e9, disparadamente, o seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 estimado que pelo menos 2 trilh\u00f5es de vertebrados sejam mortos globalmente por ano para consumo. Isso j\u00e1 significa que em m\u00e9dia, em um \u00fanico dia, s\u00e3o mortos algo em torno de 5,5 bilh\u00f5es de animais. Para visualizar o qu\u00e3o grande \u00e9 esse n\u00famero, basta lembramos que h\u00e1 em torno de 8 bilh\u00f5es de humanos no mundo. Entretanto, a esmagadora maioria dos animais que os humanos exploram s\u00e3o invertebrados<a id=\"_ednref2\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn2\">[2]<\/a>. Se incluirmos os invertebrados na conta, a quantidade total de animais mortos anualmente para consumo sobe para algo entre 9 e 25 trilh\u00f5es<a id=\"_ednref3\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A situa\u00e7\u00e3o geral dos animais criados para consumo<\/h2>\n<p>A seguir, ilustraremos como exemplo da vida t\u00edpica dos animais explorados a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/animais-usados-alimentacao-introducao\/\">situa\u00e7\u00e3o dos animais criados para consumo<\/a>. Entretanto, \u00e9 importante ter em conta que a situa\u00e7\u00e3o dos animais explorados para outras finalidades \u00e9 bastante similar.<\/p>\n<p>Os animais que s\u00e3o criados para consumo, al\u00e9m de perderem a vida, normalmente padecem de intenso sofrimento, desde o momento do nascimento at\u00e9 o momento em que s\u00e3o mortos<a id=\"_ednref4\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn4\">[4]<\/a>. Devido \u00e0 demanda por produtos de origem animal, as fazendas industriais est\u00e3o organizadas para criar o maior n\u00famero poss\u00edvel de animais no menor espa\u00e7o e com o menor custo poss\u00edveis. A maioria dos animais n\u00e3o t\u00eam espa\u00e7o algum para se mover. Muitos nem conseguem se virar. Vivem em pisos de concreto ou em grades, continuamente sobre os seus excrementos, o que lhes ocasiona v\u00e1rias doen\u00e7as e ferimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A situa\u00e7\u00e3o das galinhas, frangos e pintinhos<\/h2>\n<p>As\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/frangos-galinhas\/\">galinhas poedeiras<\/a>\u00a0vivem amontoadas em gaiolas superlotadas, em um espa\u00e7o do tamanho de uma folha de papel<a id=\"_ednref5\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>. Permanecem de p\u00e9 a vida inteira sobre os arames das gaiolas. Em alguns casos, seus p\u00e9s ficam presos na malha met\u00e1lica e, quando s\u00e3o retiradas para serem encaminhadas ao matadouro, muitas vezes suas pernas se quebram e uma parte delas \u00e9 arrancada.<\/p>\n<p>Por sua vez, os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/frangos-galinhas\/\">frangos criados para a produ\u00e7\u00e3o de carne<\/a>\u00a0foram geneticamente selecionados para crescerem muito rapidamente<a id=\"_ednref6\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>. Suas pernas n\u00e3o suportam seu peso, o que lhes causa les\u00f5es e dor. V\u00e1rios deles nem conseguem ficar de p\u00e9.<\/p>\n<p>J\u00e1 os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/frangos-galinhas\/\">filhotes machos de galinhas poedeiras<\/a>\u00a0n\u00e3o s\u00e3o criados para serem consumidos, pois n\u00e3o cresceriam t\u00e3o r\u00e1pido quanto aqueles selecionados para esse fim. Normalmente s\u00e3o ent\u00e3o jogados em uma m\u00e1quina onde s\u00e3o triturados vivos, ou em uma lata de lixo, onde morrem asfixiados ou esmagados pelos outros filhotes jogados sobre eles.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Doen\u00e7as que afetam os animais explorados para consumo<\/h2>\n<p>Dadas as condi\u00e7\u00f5es de superlota\u00e7\u00e3o, nas fazendas as doen\u00e7as podem se espalhar rapidamente, dando origem a epidemias. Isso acontece tanto na cria\u00e7\u00e3o de animais\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/doencas-animais-fazendas\/\">terrestres<\/a>\u00a0quanto\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/doencas-animais-aquaticos-explorados\/\">aqu\u00e1ticos<\/a>. Quando isso acontece, \u00e9 comum a matan\u00e7a em massa de animais, incluindo dos saud\u00e1veis, mesmo quando \u00e9 poss\u00edvel trat\u00e1-los (pois \u00e9 mais barato mat\u00e1-los e fazer nascer outros para substitu\u00ed-los). Em rela\u00e7\u00e3o aos animais terrestres, isso geralmente \u00e9 feito\u00a0<a href=\"http:\/\/www.antena3.com\/noticias\/mundo\/enterrados-vivos-millones-cerdos-corea-sur_2011032857446be06584a8f86264f062.html\">enterrando os animais vivos<\/a>\u00a0e cobrindo-os com cal virgem, ou ent\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dailymail.co.uk\/news\/article-2320731\/China-boils-baby-chickens-alive-country-engulfed-panic-continuing-outbreak-new-strain-bird-flu.html\">fervendo-os vivos<\/a><a id=\"_ednref7\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as tamb\u00e9m podem ser encontradas em concentra\u00e7\u00f5es muito elevadas em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/doencas-animais-aquaticos-explorados\/\">animais aqu\u00e1ticos criados para consumo<\/a>\u00a0(embora tamb\u00e9m\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/doencas-natureza\/\">ocorram\u00a0em alto grau entre os que vivem natureza<\/a>). Assim como acontece com animais terrestres, o fato de as fazendas de cria\u00e7\u00e3o de animais aqu\u00e1ticos serem superlotadas facilita muito a transmiss\u00e3o de doen\u00e7as. A superlota\u00e7\u00e3o, a m\u00e1 qualidade da \u00e1gua e do ambiente, e o qu\u00e3o estressados ou fracos os animais est\u00e3o, est\u00e3o entre os diversos fatores prejudicam as condi\u00e7\u00f5es dos seus sistemas imunol\u00f3gicos, tornando-os mais suscept\u00edveis \u00e0s doen\u00e7as. Al\u00e9m disso, as subst\u00e2ncias qu\u00edmicas presentes nos tanques podem irritar suas peles e membranas mucosas, tornando-os muito suscet\u00edveis a germes, de modo semelhante a quando sofrem devido a ferimentos. Os crust\u00e1ceos tamb\u00e9m s\u00e3o afetados massivamente por doen\u00e7as, causando, dentre outras coisas, cegueira e deforma\u00e7\u00f5es severas. Algumas delas podem matar popula\u00e7\u00f5es inteiras em quest\u00e3o de dias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A situa\u00e7\u00e3o das porcas<\/h2>\n<p>Muitas das\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-porcos\/\">porcas<\/a>\u00a0exploradas para fins de reprodu\u00e7\u00e3o ficam quatro meses confinadas em min\u00fasculas caixas de metal com piso de ripas. Elas n\u00e3o podem nem mesmo se virar, e s\u00f3 podem se deitar ou se levantar com grande dificuldade<a id=\"_ednref8\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>. Seus m\u00fasculos e articula\u00e7\u00f5es s\u00e3o gravemente lesionados e elas literalmente enlouquecem por nunca poderem se mover e devido ao t\u00e9dio decorrente de nunca poderem exercer nenhuma atividade. Os leit\u00f5es s\u00e3o desmamados a partir de tr\u00eas semanas de idade. Nesse momento elas s\u00e3o novamente engravidadas e o ciclo recome\u00e7a at\u00e9 que tenham tr\u00eas anos, quando s\u00e3o ent\u00e3o mortas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A situa\u00e7\u00e3o das vacas e bezerros<\/h2>\n<p>As\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-vacas-bezerros-bois\/\">vacas<\/a>, como todas as f\u00eameas de mam\u00edferos, s\u00f3 produzem leite ap\u00f3s darem \u00e0 luz. Por isso, s\u00e3o engravidadas continuamente, geralmente por insemina\u00e7\u00e3o artificial. Os produtores n\u00e3o querem que os bezerros bebam o leite, pois isso diminuiria os lucros. Ent\u00e3o, m\u00e3es e beb\u00eas s\u00e3o separados logo ap\u00f3s o nascimento, o que \u00e9 terrivelmente traum\u00e1tico para ambos, que choram e gritam por v\u00e1rios dias. As vacas s\u00e3o ordenhadas normalmente por 10 meses ap\u00f3s serem separadas de seus beb\u00eas. Depois s\u00e3o engravidadas novamente e o ciclo \u00e9 repetido at\u00e9 que estejam completamente exaustas, quando ent\u00e3o s\u00e3o mortas.<\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-vacas-bezerros-bois\/\">bezerros usados para produzir \u201ccarne de vitela\u201d<\/a>\u00a0frequentemente vivem em gaiolas min\u00fasculas nas quais sequer podem se virar. \u00c9 comum que suas cabe\u00e7as sejam imobilizadas para que n\u00e3o possam exercitar seus m\u00fasculos, com o objetivo de tornar sua carne t\u00e3o macia quanto poss\u00edvel. Por isso, s\u00e3o alimentados com f\u00f3rmulas de baixo teor nutricional, tornando-os t\u00e3o fracos que muitos nem mesmo conseguem andar quando s\u00e3o enviados para serem mortos<a id=\"_ednref9\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Procedimentos que envolvem mutila\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Muitos mam\u00edferos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/marcacao-animais\/\">s\u00e3o marcados<\/a>\u00a0com ferros quentes e t\u00eam arrancados peda\u00e7os de seus corpos, como partes das orelhas e das caudas. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-vacas-bezerros-bois\/\">bois e touros<\/a>\u00a0tem seus chifres serrados ou queimados com produtos c\u00e1usticos. As\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/frangos-galinhas\/\">galinhas<\/a>\u00a0t\u00eam seus bicos cortados com l\u00e2minas quentes. Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-porcos\/\">porquinhos<\/a>\u00a0filhotes t\u00eam seus dentes arrancados e as caudas cortadas. Tudo isso \u00e9 feito sem analg\u00e9sicos ou anestesia, pois elevaria os custos sem aumento na produtividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O transporte at\u00e9 o abatedouro<\/h2>\n<p>No\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/caminho-abatedouro\/\">transporte at\u00e9 o matadouro<\/a>, os animais s\u00e3o colocados nos caminh\u00f5es usando espetos, martelos e bast\u00f5es que d\u00e3o choques el\u00e9tricos. As aves s\u00e3o i\u00e7adas como se fossem coisas. Geralmente s\u00e3o seguradas pelas pernas e atiradas nas gaiolas, o que muitas vezes\u00a0<a href=\"http:\/\/www.l214.com\/video\/dindes-2010\">quebra suas pernas e outros ossos<\/a><a id=\"_ednref10\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>. As condi\u00e7\u00f5es de superlota\u00e7\u00e3o nos caminh\u00f5es s\u00e3o ainda piores do que nas fazendas. Al\u00e9m disso, os animais s\u00e3o expostos ao calor ou frio extremos e n\u00e3o recebem nenhuma comida ou \u00e1gua durante todo o transporte, pois faz\u00ea-lo n\u00e3o seria lucrativo. V\u00e1rios animais morrem antes de chegarem ao seu destino, o que mostra o quanto sofreram na viagem<a id=\"_ednref11\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os animais s\u00e3o mortos nos abatedouros<\/h2>\n<p>Os animais\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/morte-animais-usados-para-alimentacao\/\">s\u00e3o mortos<\/a>\u00a0de maneiras que causam sofrimento excruciante. Chegando no abatedouro, recebem golpes com estacas para que se movam pelos corredores. Por vezes recebem choques el\u00e9tricos com bast\u00f5es e tamb\u00e9m chutes e socos. Quando n\u00e3o conseguem andar, s\u00e3o arrastados com ganchos cravados em diferentes partes dos seus corpos, que por vezes rasgam essas partes. Al\u00e9m disso, podem ver e ouvir outros animais sendo mortos e sentir o cheiro do sangue desses animais. Depois de serem atordoados s\u00e3o acorrentados pelas pernas e i\u00e7ados do ch\u00e3o de cabe\u00e7a para baixo, o que por vezes quebra suas pernas.<\/p>\n<p>Como as filas de animais nos matadouros precisam se mover rapidamente, esse processo \u00e9 feito em alta velocidade, e ent\u00e3o \u00e9 comum que os animais n\u00e3o fiquem realmente atordoados e estejam plenamente conscientes ao serem esfaqueados. Al\u00e9m disso, muitas vezes o esfaqueamento n\u00e3o os mata, e ent\u00e3o s\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/archive\/politics\/2001\/04\/10\/they-die-piece-by-piece\/f172dd3c-0383-49f8-b6d8-347e04b68da1\/\">esquartejados, fatiados, t\u00eam a pele arrancada<\/a>\u00a0ou\u00a0<a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.com\/entry\/chickens-slaughteredconscious_us_580e3d35e4b000d0b157bf98\">s\u00e3o fervidos enquanto ainda est\u00e3o totalmente conscientes<\/a><a id=\"_ednref12\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>. Esse destino aguarda todos os animais usados na alimenta\u00e7\u00e3o, independentemente de terem sido criados em fazendas industriais ou em fazendas \u201cde cria\u00e7\u00e3o livre\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como os animais s\u00e3o mortos na pesca<\/h2>\n<p>A pesca \u00e9 uma das formas de explora\u00e7\u00e3o que mais mata animais. Estima-se que sejam mortos cerca de\u00a0<a href=\"http:\/\/fishcount.org.uk\/studydatascreens\/2016\/fishcount_estimates_list.php\">3 trilh\u00f5es de animais por ano<\/a>\u00a0na pesca<a id=\"_ednref13\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn13\">[13]<\/a>. Al\u00e9m de perderem a vida, os animais sofrem intensamente, seja nas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/criacao-animais-aquaticos\/\">fazendas de cria\u00e7\u00e3o de animais aqu\u00e1ticos<\/a>, seja na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/pesca-pt\/\">pesca em mar aberto<\/a>. Na pesca com anz\u00f3is, o anzol perfura a boca ou outras partes do corpo e, ao arrastar o peixe para fora da \u00e1gua, concentra na regi\u00e3o perfurada todo o peso do corpo do animal. Desse modo, o anzol perfura de modo cada vez mais profundo e rasga cada vez mais a parte do corpo onde foi cravado<a id=\"_ednref14\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>. Os animais que s\u00e3o pescados com redes tamb\u00e9m sofrem intensamente.<\/p>\n<p>As formas mais comuns pelas quais os animais pescados morrem s\u00e3o<a id=\"_ednref15\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>: porque seus \u00f3rg\u00e3os internos explodem devido \u00e0 descompress\u00e3o; sufocamento; tendo seus corpos cortados enquanto ainda est\u00e3o conscientes; esmagamento devido ao peso dos outros animais empilhados ou presos nas redes; golpes na cabe\u00e7a; eletrocuss\u00e3o; hipotermia; envenenamento por di\u00f3xido de carbono ou um tiro na cabe\u00e7a. Outros s\u00e3o cozidos vivos ou at\u00e9 mesmo comidos vivos<a id=\"_ednref16\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn16\">[16]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Explora\u00e7\u00e3o sobre insetos<\/h2>\n<p>A\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/o-uso-de-insetos-para-alimentacao\/\">explora\u00e7\u00e3o sobre insetos<\/a>\u00a0prejudica uma quantidade gigantesca de animais. O espa\u00e7o destinado aos insetos nas fazendas \u00e9 ainda menor do que aquele dado aos outros animais em propor\u00e7\u00e3o ao seu tamanho<a id=\"_ednref17\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn17\">[17]<\/a>. Antes de retir\u00e1-los do confinamento, a pr\u00e1tica comum \u00e9 deix\u00e1-los sem comida por 12 a 24 horas e reduzir a concentra\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio. Em seguida s\u00e3o mantidos vivos e resfriados a temperaturas pr\u00f3ximas a 0\u00baC. M\u00e9todos t\u00edpicos de mat\u00e1-los s\u00e3o: congelamento; imers\u00e3o em \u00e1gua com temperatura superior a 80\u00baC; por micro-ondas; em fornos de t\u00fanel infravermelho e por tritura\u00e7\u00e3o<a id=\"_ednref18\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_edn18\">[18]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Atitudes opostas, dependendo da esp\u00e9cie das v\u00edtimas<\/h2>\n<p>Todo esse sofrimento e essa imensa quantidade de mortes \u00e9 causada a uma quantidade gigantesca de animais n\u00e3o humanos todos os dias, e \u00e9 amplamente considerado algo plenamente aceit\u00e1vel. Na verdade, a maioria das pessoas, mesmo sem refletir, solicita que isso ocorra, por meio do seu consumo de produtos de origem animal.<\/p>\n<p>Entretanto, se algo similar fosse feito a membros da esp\u00e9cie humana, a vasta maioria das pessoas consideraria tal atitude como injustific\u00e1vel ou at\u00e9 mesmo como hedionda. Em contrapartida, a atitude de decidir colaborar ou n\u00e3o com a explora\u00e7\u00e3o animal \u00e9 muitas vezes entendida como uma quest\u00e3o de prefer\u00eancia pessoal, do mesmo tipo que a escolha sobre que cor de roupa usar ou sobre que m\u00fasica escutar, ou como algo que apenas quem ama os animais deveria se preocupar, e n\u00e3o como uma quest\u00e3o de justi\u00e7a (algo que seria amplamente reconhecido se as v\u00edtimas fossem humanas).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 poss\u00edvel justificar esse padr\u00e3o duplo?<\/h2>\n<p>Se as pessoas possuem atitudes t\u00e3o d\u00edspares dependendo da esp\u00e9cie a qual pertencem as v\u00edtimas, ent\u00e3o precisam explicar por que seria correto fazer tal coisa com animais n\u00e3o humanos e ao mesmo tempo seria errado fazer o mesmo com humanos. Na verdade, muitas pessoas acreditam que isso \u00e9 t\u00e3o \u00f3bvio que n\u00e3o necessita de explica\u00e7\u00f5es. Entretanto, se \u00e9 assim, ent\u00e3o deveria ser bastante f\u00e1cil justificar essa disparidade. Por\u00e9m, h\u00e1 uma forte raz\u00e3o para pensarmos que n\u00e3o h\u00e1 como justific\u00e1-la, e a raz\u00e3o \u00e9 a seguinte: aquilo que explica por que \u00e9 errado fazer isso com humanos implica automaticamente que \u00e9 errado fazer isso com qualquer outro ser capaz de sofrer e desfrutar. Vejamos:<\/p>\n<p>A raz\u00e3o pela qual \u00e9 injusto fazer a mesma coisa com humanos n\u00e3o \u00e9 porque os humanos pertencem \u00e0 mesma esp\u00e9cie que pertencemos, ou porque possuem uma s\u00e9rie de capacidades cognitivas complexas ou uma s\u00e9rie de rela\u00e7\u00f5es entre si. A raz\u00e3o \u00e9 muito mais simples: sofrer e morrer daquelas maneiras prejudica gravemente as v\u00edtimas. Entretanto, para algu\u00e9m ser prejudicado gravemente por aquelas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter capacidades cognitivas complexas ou certas rela\u00e7\u00f5es (como atesta o caso dos beb\u00eas, por exemplo). Tampouco \u00e9 necess\u00e1rio pertencer \u00e0 esp\u00e9cie humana: \u00e9 ineg\u00e1vel que os animais sujeitados a aquela terr\u00edvel situa\u00e7\u00e3o s\u00e3o enormemente prejudicados. Dizer que o seu sofrimento e suas mortes n\u00e3o contam porque n\u00e3o pertencem \u00e0 esp\u00e9cie humana \u00e9 an\u00e1logo a dizer que o sofrimento e as mortes de certos humanos n\u00e3o contam por conta de sua ra\u00e7a ou g\u00eanero. Isto \u00e9, seria um caso de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/especismo-pt\/\">especismo<\/a>. Por essa raz\u00e3o, parece n\u00e3o haver como justificar esse padr\u00e3o duplo de moralidade baseado na esp\u00e9cie das v\u00edtimas.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"entry-content wp-block-post-content is-layout-constrained wp-block-post-content-is-layout-constrained\">\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n<p>ANTENA3.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.antena3.com\/noticias\/mundo\/enterrados-vivos-millones-cerdos-corea-sur_2011032857446be06584a8f86264f062.html.\">Enterrados vivos 3 millones de cerdos en Corea del Sur<\/a>.\u00a0<em>Antena3.com<\/em>, 28 mar. 2011.<\/p>\n<p>APPLEBY, M. C.; HUGHES, B. O. Welfare of laying hens in cages and alternative systems: Environmental, physical and behavioral aspects.\u00a0<em>World\u2019s Poultry Science Journal<\/em>, v. 47, p. 109-128, 1991.<\/p>\n<p>AVEROS, X.; HERRANZ, A.; SANCHEZ, R.; COMELLA, J. X. AND GOSALVEZ, L. F. Serum stress parameters in pigs transported to slaughter under commercial conditions in different seasons.\u00a0<em>Veterinarni Medicina<\/em>,\u00a0v. 52, p. 333-342, 2007.<\/p>\n<p>BESSEI, W. Welfare of broilers: A review.\u00a0<em>World\u2019s Poultry Science Journal<\/em>,\u00a0v. 62, p. 455-466, 2006.<\/p>\n<p>BROOM, D. M. Transport stress in cattle and sheep with details of physiological, ethological and other indicators.\u00a0<em>Deutsche Tierarztliche Wochenschrift<\/em>,\u00a0v. 110, p. 83-89, 2003.<\/p>\n<p>CABANAC, M.; CABANAC, A. J.; PARENT, A. The emergence of consciousness in phylogeny.\u00a0<em>Behavioural Brain Research<\/em>, v. 198, p. 267-272, 2009.<\/p>\n<p>CARERE, C.; MATHER, J. (orgs.).\u00a0<em>The welfare of invertebrate animals<\/em>, Dordrecht: Springer, 2019.<\/p>\n<p>COOKE, S. J.; SNEDDON, L. U. Animal welfare perspectives on recreational angling.\u00a0<em>Applied Animal Behaviour Science<\/em>, v.\u00a0104, p. 176-198, 2007.<\/p>\n<p>EFSA \u2013 EUROPEAN FOOD SAFETY AUTHORITY.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.efsa.europa.eu\/en\/efsajournal\/pub\/292\">Opinion of the Scientific Panel on Animal Health and Welfare (AHAW) on a request from the Commission related to the aspects of the biology and welfare of animals used for experimental and other scientific purposes<\/a>.\u00a0<em>EFSA Journal<\/em>, v. 3, n. 12.<\/p>\n<p>\u00c9TICA ANIMAL.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/exploracao-animal-introducao\/\">Animais usados por humanos<\/a>.\u00a0<em>\u00c9tica Animal<\/em>: ativismo e investiga\u00e7\u00e3o em defesa dos animais, 26 abr. 2016c.<\/p>\n<p>\u00c9TICA ANIMAL.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/o-uso-de-insetos-para-alimentacao\/\">O uso de insetos para alimenta\u00e7\u00e3o<\/a>.\u00a0<em>\u00c9tica Animal:\u00a0<\/em>ativismo e investiga\u00e7\u00e3o em defesa dos animais, 21 out. 2021c.<\/p>\n<p>\u00c9TICA ANIMAL.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/senciencia-em-invertebrados-uma-revisao-da-literatura-neurocientifica\/\">Senci\u00eancia em invertebrados: uma revis\u00e3o da literatura neurocient\u00edfica<\/a>.\u00a0<em>\u00c9tica Animal:\u00a0<\/em>ativismo e investiga\u00e7\u00e3o em defesa dos animais, 20 ago. 2019a.<\/p>\n<p>\u00c9TICA ANIMAL.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/senciencia-em-invertebrados-uma-revisao-das-evidencias-comportamentais\/\">Senci\u00eancia em invertebrados: uma revis\u00e3o das evid\u00eancias comportamentais<\/a>.\u00a0<em>\u00c9tica Animal:\u00a0<\/em>ativismo e investiga\u00e7\u00e3o em defesa dos animais, 20 jul. 2022b.<\/p>\n<p>\u00c9TICA ANIMAL.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.animal-ethics.org\/uma-fisiologia-ilustrada-do-sistema-nervoso-de-invertebrados\/\">Uma fisiologia ilustrada do sistema nervoso de invertebrados<\/a>.\u00a0<em>\u00c9tica Animal:\u00a0<\/em>ativismo e investiga\u00e7\u00e3o em defesa dos animais, 3 set. 2021d.<\/p>\n<p>FISHCOUNT.\u00a0<a href=\"http:\/\/fishcount.org.uk\/studydatascreens\/2016\/fishcount_estimates_list.php.\">Fishcount estimates of numbers of individuals killed in (FAO) reported fishery production<\/a>.\u00a0<em>Fishcount:\u00a0<\/em>Reducing suffering in fisheries, 2019.<\/p>\n<p>GAYLE, D.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.dailymail.co.uk\/news\/article-2320731\/China-boils-baby-chickens-alive-country-engulfed-panic-continuing-outbreak-new-strain-bird-flu.html\">China boils baby chickens alive as country is engulfed by panic over continuing outbreak of new strain of bird flu<\/a>.\u00a0<em>Mail Online<\/em>, 7 mai. 2013.<\/p>\n<p>HORTA, O.\u00a0<em>Un paso adelante en defensa de los animales<\/em>. Madrid: Plaz y Vald\u00e9s, 2017a.<\/p>\n<p>IPIFF \u2013 INTERNATIONAL PLATFORM OF INSECTS FOR FOOD AND FEED. Guide on good hygiene practices for European Union (EU) producers of insects as food and feed, [<em>s.l.<\/em>], p. 36-39, 2019.<\/p>\n<p>KAVALIERS, M.; HIRST, M.; TESKY, G. C. A functional role for an opiate system in snail thermal behaviour.\u00a0<em>Science<\/em>, v. 220, p. 99-101, 1983.<\/p>\n<p>L214 Elevage et ramassage des dindes.\u00a0<em>L214<\/em>, [<em>s.l.<\/em>], 2010. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.l214.com\/video\/dindes-2010\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.l214.com\/video\/dindes-2010<\/a>. Acesso em 20 out. 2022.<\/p>\n<p>L214 Enqu\u00eate sur les march\u00e9s aux bestiaux en France.\u00a0<em>L214<\/em>, [<em>s.l.<\/em>],\u00a02009.Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.l214.com\/video\/marche-bestiaux-2009\" rel=\"nofollow\">http:\/\/www.l214.com\/video\/marche-bestiaux-2009<\/a>. Acesso em 20 out. 2022.<\/p>\n<p>LE NEINDRE, P. Evaluating housing systems for veal calves.\u00a0<em>Journal of Animal Science<\/em>,\u00a0n. 71, p. 1345-1354, 1993.<\/p>\n<p>LOCKWOOD, J. A. Not to Harm a Fly: Our Ethical Obligations to Insects.\u00a0<em>Between the Species<\/em>: n. 3, v.4, 1988, p. 204-211.<\/p>\n<p>MARCHANT-FORDE, J. N. (org.)\u00a0<em>The welfare of pigs<\/em>. Dordrecht: Springer, 2008.<\/p>\n<p>MATHER, J. A. Animal suffering: An invertebrate perspective.\u00a0<em>Journal of Applied Animal<\/em>\u00a0<em>Welfare Science<\/em>, v. 4, p. 151-156, 2001.<\/p>\n<p>MATHER, J. A.; ANDERSON, R. C. Ethics and invertebrates: A cephalopod perspective.\u00a0<em>Diseases of Aquatic Organisms<\/em>, v. 75, p. 119-129, 2007.<\/p>\n<p>MITCHELL, M. Indicators of physiological stress in broiler chickens during road transportation.\u00a0<em>Animal Welfare<\/em>, v. 1, p. 91-103, 1992.<\/p>\n<p>OUR WORLD IN DATA.\u00a0<a href=\"https:\/\/ourworldindata.org\/grapher\/animals-slaughtered-for-meat?country=~OWID_WRL\">Number of animals slaughtered for meat, World, 1961 to 2018<\/a>.\u00a0<em>Our world in data<\/em>, [<em>s.l.<\/em>], 2018.<\/p>\n<p>PITNEY, N.\u00a0<a href=\"http:\/\/www.huffingtonpost.com\/entry\/chickens-slaughteredconscious_us_580e3d35e4b000d0b157bf98\">Scientists believe the chickens we eat are being slaughtered while conscious<\/a>.\u00a0<em>The Huffington Post<\/em>, 28 out. 2016.<\/p>\n<p>ROBB, D. H. F.; KESTIN, S. C. Methods used to kill fish: Field observations and literature reviewed.\u00a0<em>Animal Welfare<\/em>, v. 11, p. 269-282, 2002.<\/p>\n<p>ROWE, A.\u00a0<a href=\"https:\/\/rethinkpriorities.org\/publications\/insects-raised-for-food-and-feed\">Insects raised for food and feed \u2014 global scale, practices, and policy<\/a>.\u00a0<em>Rethink priorities<\/em>, 29 jun. 2020b.<\/p>\n<p><a>ROWE, A.\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/forum.effectivealtruism.org\/posts\/tDYtn4DhFsR7pR35i\/global-cochineal-production-scale-welfare-concerns-and\">Global cochineal production: scale, welfare concerns, and potential interventions<\/a>.\u00a0<em>Effective altruism forum<\/em>, 11 fev. 2020a.<\/p>\n<p>ROWE, A.\u00a0<a href=\"https:\/\/rethinkpriorities.org\/publications\/silk-production\">Silk production: global scale and animal welfare issues<\/a><em>. Rethink\u00a0<\/em><em>prioritie<\/em><em>s<\/em>, 19 abr. 2021.<\/p>\n<p>SANDERS, B.\u00a0<a href=\"https:\/\/faunalytics.org\/global-animal-slaughter-statistics-and-charts\/\">Global Animal Slaughter Statistics And Charts<\/a>.\u00a0<em>Faunalytics<\/em>, 10 out. 2018.<\/p>\n<p>SCHUKRAFT, J.\u00a0<a href=\"https:\/\/rethinkpriorities.org\/publications\/managed-honey-bee-welfare-problems-and-potential-interventions\">Managed honey bee welfare: problems and potential interventions<\/a>.\u00a0<em>Rethink priorities<\/em><em>,\u00a0<\/em>14 nov. 2019.<\/p>\n<p>SMITH, J. A. A question of pain in invertebrates.\u00a0<em>ILAR Journal<\/em>, v. 33, p. 25-31, 1991.<\/p>\n<p>VAN PUTTEN, G. Welfare in veal calf units.\u00a0<em>Veterinary Record<\/em>,\u00a0v. 111, p. 437-440, 1982.<\/p>\n<p>WARRICK, J.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.washingtonpost.com\/archive\/politics\/2001\/04\/10\/they-die-piece-by-piece\/f172dd3c-0383-49f8-b6d8-347e04b68da1\/\">They die piece by piece<\/a>.\u00a0<em>Washington Post<\/em>, 10 abr. 2001.<\/p>\n<p>WEEKS, C. A.; BUTTERWORTH, A.\u00a0<em>Measuring and auditing broiler welfare<\/em>. Wallingford: CABI, 2004.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"entry-content wp-block-post-content is-layout-constrained wp-block-post-content-is-layout-constrained\">\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a id=\"_edn1\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref1\">[1]<\/a>\u00a0Doutor em \u00c9tica e Filosofia Pol\u00edtica pela Universidade Federal de Santa Catarina, coordenador geral no Brasil das atividades da organiza\u00e7\u00e3o \u00c9tica Animal (www.animal-ethics.org\/pt). \u00c9 autor dos livros\u00a0<a href=\"https:\/\/olharanimal.org\/adquira-o-livro-uma-breve-introducao-a-etica-animal-e-ajude-a-ong-etica-animal\/\"><em>Uma breve introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e9tica animal: desde as quest\u00f5es cl\u00e1ssicas at\u00e9 o que vem sendo discutido atualmente<\/em><\/a>\u00a0(2021) e\u00a0<a href=\"https:\/\/olharanimal.org\/acaba-de-ser-lancado-o-livro-razoes-para-ajudar-o-sofrimento-dos-animais-selvagens-e-suas-implicacoes-eticas\/\"><em>Raz\u00f5es para ajudar: o sofrimento dos animais selvagens e suas implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas<\/em><\/a>(2022). Publicou tamb\u00e9m cap\u00edtulos em outras obras e artigos em peri\u00f3dicos especializados, que podem ser lidos aqui:\u00a0<a href=\"https:\/\/ufsc.academia.edu\/LucianoCunha\">https:\/\/ufsc.academia.edu\/LucianoCunha<\/a>. Contato: luciano.cunha@animal-ethics.org.<\/p>\n<p><a id=\"_edn2\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref2\">[2]<\/a>\u00a0Sobre evid\u00eancia de senci\u00eancia em invertebrados ver Kavaliers et. al. (1983); Lockwood (1988); Smith (1991), Mather (2001); Mather; Anderson (2007), Cabanac et. al. (2009); Carere; Mather (2019) e \u00c9tica Animal (2019a, 2021d, 2022b).<\/p>\n<p><a id=\"_edn3\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref3\">[3]<\/a>\u00a0Para estat\u00edsticas sobre a explora\u00e7\u00e3o de invertebrados terrestres, ver Schukraft (2019) e Rowe (2020, 2021a, 2021b). Sobre a explora\u00e7\u00e3o de vertebrados e invertebrados aqu\u00e1ticos, ver Fishcount (2019). Sobre vertebrados terrestres, ver Our World in Data (2018) e Sanders (2018).<\/p>\n<p><a id=\"_edn4\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref4\">[4]<\/a>\u00a0Para uma descri\u00e7\u00e3o detalhada da situa\u00e7\u00e3o dos animais explorados, ver Horta (2017a, p. 65-97) e \u00c9tica Animal (2016c).<\/p>\n<p><a id=\"_edn5\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>\u00a0Appleby e Hughes (1991); European Food Safety Authority (2005a).<\/p>\n<p><a id=\"_edn6\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref6\"><sup>[6]<\/sup><\/a>\u00a0Weeks; Butterworth (2004); Bessei (2006).<\/p>\n<p><a id=\"_edn7\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref7\"><sup>[7]<\/sup><\/a>\u00a0Antena3 (2011); Gayle, D. (2013).<\/p>\n<p><a id=\"_edn8\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref8\"><sup>[8]<\/sup><\/a>\u00a0Marchant-Forde (2008).<\/p>\n<p><a id=\"_edn9\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref9\"><sup>[9]<\/sup><\/a>\u00a0Van Putten (1982); Le Neindre (1993).<\/p>\n<p><a id=\"_edn10\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref10\"><sup>[10]<\/sup><\/a>\u00a0L214 (2009, 2010).<\/p>\n<p><a id=\"_edn11\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref11\"><sup>[11]<\/sup><\/a>\u00a0Mitchell (1992); Broom (2003); Averos et. al. (2007).<\/p>\n<p><a id=\"_edn12\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref12\"><sup>[12]<\/sup><\/a>\u00a0Warrick (2001); Pitney (2016).<\/p>\n<p><a id=\"_edn13\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref13\">[13]<\/a>\u00a0Fishcount (2019).<\/p>\n<p><a id=\"_edn14\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref14\"><sup>[14]<\/sup><\/a>\u00a0Cooke e Sneddon (2007).<\/p>\n<p><a id=\"_edn15\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref15\"><sup>[15]<\/sup><\/a>\u00a0Robb e Kestin (2002).<\/p>\n<p><a id=\"_edn16\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref16\">[16]<\/a>\u00a0Robb e Kestin,\u00a0<em>Ibid<\/em>.<\/p>\n<p><a id=\"_edn17\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref17\">[17]<\/a>\u00a0\u00c9tica Animal (2021c)<\/p>\n<p><a id=\"_edn18\" href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/#_ednref18\">[18]<\/a>\u00a0Sobre esses m\u00e9todos, ver IPIFF (2019) e \u00c9tica Animal (2021c).<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Texto originalmente publicado em\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em><a href=\"https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/\">https:\/\/senciencia.org\/2023\/09\/27\/como-vivem-e-morrem-os-animais-explorados-pelos-humanos\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luciano Carlos Cunha[1] A explora\u00e7\u00e3o animal Os animais n\u00e3o humanos\u00a0s\u00e3o explorados e mortos pelos humanos\u00a0todos os dias para as mais diversas finalidades. S\u00e3o usados como\u00a0alimento,\u00a0vestu\u00e1rio,\u00a0modelo de testes, para\u00a0entretenimento,\u00a0lazer\u00a0e como\u00a0trabalhadores ou ferramentas. A forma de explora\u00e7\u00e3o que mais mata animais \u00e9, disparadamente, o seu uso na alimenta\u00e7\u00e3o. \u00c9 estimado que pelo menos 2 trilh\u00f5es de vertebrados &hellip; <a href=\"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/2023\/10\/30\/184\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Como vivem e morrem os animais explorados pelos\u00a0humanos?<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[41],"tags":[],"class_list":["post-184","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-podcast"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":201,"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184\/revisions\/201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/observatorioantiespecista.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}